quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Sol de Fevereiro





O sol que brilha calado
Não é como o sol de Abril
É um sol que brilha enjaulado
Neste tempo amordaçado
No fundo deste covil

É um sol que anula as vidas
Entre névoas palavrosas
Promessas não resolvidas
Sombras de ideias perdidas
Cadáveres de flores caprichosas

O sol do tempo presente
É um forno crematório
Um sol sem chama, indiferente
Um sal sem mar, abrangente
Um fogo masturbatório


Imagem de: www.bahamasconference.org.

4 Comments:

Blogger Maria P. said...

Gostei.

:)Beijinho*

5:11 da tarde  
Blogger Jorge Simões said...

Olá. Fico contente que estejas melhor (assim espero) e que por cá passes. Beijinho.

3:04 da manhã  
Blogger Zezé said...

É verdade, ás vezes nos vemos sob o sol que anula a vida, e parece que não há saída!
Zezé

10:15 da tarde  
Blogger Jorge Simões said...

Obrigado pela visita, Zezé. Este é um poema político. E a polissemia/literariedade ditam que seja o que for. :)

2:15 da manhã  

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