segunda-feira, novembro 14, 2005

Rabanadas

Comer uma rabanada sumarenta
Com as luzes do Natal já a piscar
Pode ser um deleite de exotismo
Melhor do que um exame oral de sexo...
E todos sabemos como é bom dar à língua
Excepto os tristes e os surdo-mudos,
Mas há quem use as mãos como pincéis.
Comer uma rabanada suculenta
E senti-la desfazer-se no palato,
Senti-la desfazer-nos o palato,
Pode ser até insultuoso
Para quem viva para a tensão dos exames.
Mas a adrenalina e todas as hormonas
Nunca foram matéria para Jesus...
A verdade é que aprecio e adoro
Os prazeres simples e variados
E que uma boa rabanada, perto do Natal
É como saborear a vida de um só trago.



Imagem de http://anomalias.weblog.com.pt.

Poema de Joaquim Camarinha

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Fiquei... com desejos ...com água na boca!:)
Pelo jogo suculento das palavras e pela suculenta imagem das rabanadas que eu não sei fazer...
E agora?

7:01 da tarde  

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