segunda-feira, abril 20, 2009

Sorry, mister egg





Todo o universo existente me escuta
Num escutar quase absurdo de inocente
Escutam-me as florestas, os campos, os jardins
Os prédios, as ruas e os automóveis
As chávenas, as colheres e as batedeiras
Escutam como escuto num silêncio imóvel
Dormimos e sonhamos tão miticamente
O olhar aberto para o que se sente
Se toco na mesa, ela não me foge
Se abraço a almofada, ela não me exige
Se parto algum copo, ele não fica irado
Há vida que vibra em tudo sob os céus
Vida que me escuta no limiar de Deus


Imagem de: www.shelleygrund.com (tela de Shelley Grund).

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