sábado, fevereiro 07, 2009

Os relógios exactos





Os relógios exactos assinalam abstracções
Nos pulsos quentes, palpitantes
No fim de correias douradas
Nas paredes de salas carcomidas
Nas torres de igrejas caiadas
No sol a pino em Verões antigos
Em naves fugitivas, na escuridão das coisas
Os relógios assassinos que voam na eternidade
O Senhor Professor contando horas desde a Grande Guerra
Coberto de tiquetaques protectores e logo morto
Os relógios calados, a sala na penumbra
O Grande Relojoeiro mas pequeno electricista
Estranho como as estrelas cintilam por inércia
Como interruptores às mãos de crianças repetitivas
E as horas são obcecadas, as horas tão marteladas


Imagem de: wwp.clocks-n-watches.eu.

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