quarta-feira, abril 22, 2009

Benção rara





Peço a benção rara de morrer no sono
Entre prados verdes e flores fulgurantes
Nuvens carneirinhas, regatos cantantes
E a consciência levada ao abandono

Nu me entregarei ao azul precipício
As roupas perdidas sobre a terra herege
Caminho uterino que assim nos protege
E nos teleporta do fim ao início

Lá encontrarei minha mãe, meu pai
Minha avó materna expectante a olhar
O regaço morno e seguro do lar
Todo o intemporal que nunca se vai

Peço a benção rara da simplicidade
Do deus poderoso não castigador
Da demolição do prazer, da dor
De todos os prédios da minha cidade


Imagem de: www.trekearth.com (foto de Kevin O'Sheehan).

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