quarta-feira, julho 02, 2008

Rios secos





Quantos rios correm para o mar
Que nem rios são, ribeiros, fios de água,
Leitos esgotados, secos como a alma...
E que alma tem exactamente o mar,
Esse largo poço todo imprevisível,
Estranha biblioteca de rios e de almas,
Boião fervilhante de vida primal?
Também eu já julguei ter uma alma...
Também eu já senti, mas sentir dói...
Hoje quero ser lama porque é moldável
E guarda apenas a memória em si,
Vaga, difusa, só profunda na aparência.


Imagem de: www.poiemadesign.com.

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