quarta-feira, novembro 09, 2011

Chuva nossa de cada dia


A chuva cai como maná do agnosticismo
Na meteorologia diária e sem idade
A chuva rega o campo e a cidade
Leve nos corpos, com um toque de erotismo

Leva ou levaria as poeiras da maldade
Se assim fossem as poeiras materiais
Santas milagreiras face aos vis metais
Que temos nos altares da sociedade

E fria, embora, a chuva é invisível
Como o maná e a levitação
O transformar da água e a multiplicação
No mundo hipócrita, medroso e insensível

Algo nos cai assim sobre as cabeças
Tão banal já que nada milagroso
Liquefações do tempo misterioso
Num puzzle a que faltam muitas peças

Imagem de: http://www.telegraph.co.uk. 

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