quinta-feira, maio 07, 2009

Tempo





O tempo passa, Alzheimer, poeta
E arrasta pessoas, coisas, vozes sobretudo
Quem dera que o tempo fosse surdo e mudo
Quem dera o tempo noutro planeta

O tempo é um ectoplasma fundo e triste
Em torno a uma mesa cheia de nadas
O tempo apoplético em salas fechadas
O tempo que nem na verdade existe

E não há quem gira esse caos vazio
Esse girar num vórtice escuro
Esse mutante velho e imaturo
Esse universo vasto, nulo e frio


Imagem de: www.spacescan.org.

2 Comments:

Blogger RodrigoCalabar said...

O tempo. Sempre um bom tema nos poemas dos poetas. Salve grande poeta! Ótima essa poesia!

12:16 da manhã  
Blogger Jorge Simões said...

Aquele abraço para a terra de Dorival Caymmi, João Gilberto e Caetano Veloso (além do próprio Gil e de Jorge Amado, claro)! Obrigado por seguir o meu blog.

2:19 da manhã  

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