segunda-feira, janeiro 19, 2009

Sol nascente de cinzas





Fogos de artifício voam da janela do meu carro
Da janela entreaberta as cinzas do meu cigarro
As cinzas luminescentes traçando esboços no ar
Ignoro para onde vou, trago o destino a pairar

Trago o destino na manga que esvoaça transparente
Esvoaça como a águia fundida no sol nascente
E o sol encandeia a vida, deixa rastos no devir
Ignoro de onde vim mas sei onde quero ir

Vou com a força do vento que me revela o caminho
Caminho uma longa estrada onde nunca estou sozinho
Estou como um fotão breve que apagado permanece
Pois sei onde quero estar e o fogo nunca esmorece

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