quarta-feira, junho 07, 2006

A borboleta

BAÚ DE MEMÓRIAS


A borboleta esvoaça entontecida,
Choca contra o vidro, o candeeiro,
Pousa no bordo da vela derretida,
Mergulha suicida na cera, no caldeiro.

Borboleta, que te fica da tua breve vida,
Na noite e dia, que ficou por experimentar?
No céu das borboletas haverá para ti guarida,
Encontrarás tu outra vela onde pousar?

Entre outro cigarro, outra tossidela,
Olho-a diluída e fico a pensar nela…
Diluição, nirvana, no instinto a sapiência,
Mais eficaz na morte que eu na sobrevivência.


7 de Julho de 2005



Imagem original de www.aces.edu (Erin with butterfly).

3 Comments:

Blogger Maria P. said...

Lindo.
Beijinho grande para ti neste dia que também te pertence Poeta.

10:46 da manhã  
Blogger Lila Magritte said...

La vida insospechada, breve e intensa de una mariposa está llena de secretos.

2:23 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

A borboleta morreu, mas tu estavas prestes a sobreviver.

Lindo como sempre.

Beijo da tua maior admiradora

12:24 da tarde  

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