terça-feira, fevereiro 14, 2006

Lembro-me dos dias...

Lembro-me dos dias
Em que o tempo era largo, largo...
Então, chegou a invisível morte.
Matou pessoas.
Matou afectos.
Matou esperanças.
Convicções...
Pior, muito pior,
Colocou todos os relógios do mundo em funcionamento
E disse: "Tudo é ilusório. Só eu sou real."
Aí, escutei a poesia das pessoas
Como folhas douradas no bafo outonal...
Mas quando me lembro dos dias
Em que o tempo era largo, tão imenso,
Acende-se-me uma tal tristeza, tão larga, tão larga,
Que mora no infinito, além de todas as tristezas
E de todas as mortes presentes, passadas e futuras...



Imagem de www.starcityhomedecor.com.

Poema de Joaquim Camarinha

1 Comments:

Blogger Lila Magritte said...

El poder devastador de la Muerte se manifiesta en todo. Y eso afecta, duele porque siembra el miedo y la incertidumbre en todos los caminos. El Tiempo y la Muerte nos despojan día a día hasta hacernos desaparecer.

Un abrazo y beijos.

9:40 da tarde  

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