quinta-feira, fevereiro 16, 2006

As nuvens

As nuvens
Com as suas formas tão diversas,
Tão iguais de tão diversas,
Pairam como balões de água gigantescos
Que algum anjinho nos quer atirar de surpresa...
As nuvens pairam e não páram de pairar
Do fim ao princípio do planeta e regressam,
Assim se passeando lentamente,
Monótonas, fastidiosas como um pensamento nebuloso
- ou é esse, pelo menos, o tipo de frase
Que se espera de um poeta carregado de spleen,
Quase monótono de tanto mal de vivre...
Em verdade, no entanto, estou além das nuvens
E o que realmente sinto é indigestion de vivre.
Será por isso que me dá para falar em estrangeiro?



Imagem de http://static.flickr.com.

Poema de Joaquim Camarinha

1 Comments:

Blogger Lila Magritte said...

Las nubes, como las personas son todas iguales y diferentes y no paran de pasar alentando la imaginaciòn y las razones de la existencia para llenarnos de preguntas y dolores.

Beijos.

10:05 da tarde  

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