quinta-feira, janeiro 27, 2011

Fragmentações





O Monte da Virgem, a telescola,
Já não escrevíamos pharmácia
Mas pronunciávamos pharmacie
E tudo vai dar ao mesmo
Tecto é teto, acção-ação,
E tudo vive em imagens
Todas soltas, fragmentadas,
O Sangue na Estrada, Kimba o Leãozinho Branco,
As Conversas em Família, que pop consigo ser!
E o tempo a não se ver...
A não se ver por não ser...
Tudo recursos de estilo,
Apóstrofes ao Deus-dará,
E o que houve e o que haverá,
Metáforas em cada objecto
E a estranha polissemia
Tão multidimensional
(Parece uma série na Fox),
As línguas na Torre de Babel
Pintando e comendo o pastel;
E o que significa a quinta?
Poemas ou Alentejos?
Quem dera saber de algo
Mais do que de opiniões...
Ou não saber, já nem sei...
Mais do que imaginei...


Imagem de: www.flickr.com (composição de Gleonhard).

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