sábado, maio 02, 2009

Que calmaria tão bela





Que calmaria tão bela
Que azul tão fundo a pairar
As próprias ondas do mar
Parecem cores numa tela

Passa o metro lentamente
Automóveis espaçados
E as aves em galhos folhados
Cantam num tom indolente

De óculos de sol os passantes
Com as suas contas-ordenado
Têm um sorriso calado
Levam a vida como dantes

É como se um pintor pedante
Cego, de olhos vendados
Lançasse tinta para os lados
E ignorasse o mundo adiante

Lento, estaca o dia inteiro
Estaca para os desocupados
Os trabalhadores esmagados
E tudo é normal, soalheiro


Imagem de: http://citytransport.info.

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