terça-feira, maio 05, 2009

O poeta conotativo





O poeta estava cheio de falar conotativamente
Estava cheio de viver conotativamente
Então, decidiu encarar a vida nos olhos
E viu que nada é o que parece
Sendo tudo tão óbvio no entanto
Em conclusão
Sentou-se, arranjou uma folha, uma esferográfica
E escreveu sobre o sol, a lua e monstros fumegantes


Imagem de: http://media01.cgchannel.com.

2 Comments:

Blogger Rafael Castellar das Neves said...

uauuuu!!!

Muuuuito bom!! Gostei...gostei mesmo...acho que há situações de ótimos poetas que ficam enclausurados em suas regras e conotividade e esquecem da essência das coisas!

Parabéns!! Você com certeza não é um desses!!

Abraço,

Rafael

3:02 da tarde  
Blogger Jorge Simões said...

Obrigado, Rafael. Gostei do uau!

7:37 da manhã  

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