quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Carro de fogo





Ninguém se sinta resguardado nos seus raciocínios
Ninguém creia não calcorrear placas tectónicas
Porque o sol fervilha como múltiplas Chernobils
E a chuva rega os campos e alimenta os vermes
A luz ilumina corpos bronzeados e sorrisos auto-complacentes
Como paira nos rostos carcomidos pelo cancro e pela peste
À Terra é indiferente se o sol nasce ou se se põe
Se acalenta amores-perfeitos ou ervas daninhas no seu halo
E o cordeiro que se sacrifica a contos e parábolas
Partilha os territórios com todos os predadores
Porque não ver inocência nos olhos da serpente
Que mais não faz que ser quem é naturalmente
O vento balouça o mundo à mercê das estações
E Deus transporta-nos no seu carro de fogo celestial


Imagem de: www.jesus8880.com.

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