sexta-feira, janeiro 09, 2009

Neve e chuva





Batem seca, secamente
Flocos de neve diferente
Em coro com a chuva fria
E a mente fica vazia
Tremem o rico e o indigente
Mas um de prazer no quente
E o outro mora na rua
E come da vida crua
Os restos do contentor
Deixados pelo senhor
Quem não tem é preguiçoso
Ou tem um vício ominoso
E em poças perde-se a neve
E a vida, bizarra e breve
Batem dura, duramente
Serão pedras, será gente
É a gente, certamente
Mas gente tão indiferente
Que antes sequer de pousar
Morre a neve a sufocar


Imagem de:http://news.bbc.co.uk.

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