sexta-feira, janeiro 23, 2009

Limbo





Com onze, doze, treze anos
Que tenho uma multidão diante
Vivia num limbo estranho
Que já não era deslumbrante
Ainda não era alucinante
E estava distante da lógica
E ainda mais da sua sombra
O mundo como uma tela abstracta
E porque se faz tanto barulho
Já não existirão limbos sossegados
Ou os limbos só existem na memória
Cantos quentinhos, aconchegos
A anestesia sem efeitos secundários
Mas os limbos são coisas pessoais
E há tanto já fugi da casa humilde
E parti numa espécie de primeira classe
Com assentos de ferro forjado, gelado

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