sexta-feira, outubro 27, 2006

Rosa vermelha


Compensará a minha presença banal
A rubra flor que me esqueço de te dar?
Transportará o aroma do meu after-shave barato
Pólens inefáveis como os dessa flor esquecida?
Os meus poemas, eles mesmos, são baratos
E não atingem cotação em bolsa alguma...
As minhas palavras, elas mesmas, transitórias
Como um templo egípcio continuamente pilhado...
Os meus abraços, eles mesmos, tão fugazes
Como o aroma que se esgueira dos esquecimentos...
E não nos resolvo a vida e as perplexidades.
Conseguirá a tua presença justa, literária, musical,
Personificar jardins que as minhas mãos se esquecem de regar?


Imagem de http://mutant.interbgc.com.

3 Comments:

Blogger tio said...

sim, gosto muito!!! Gosto mesmo!!!!
Abraço directamente da Amadora...
Felicidades e muita lingua Portuguesa...eh eh eh que de traiçoeira não se livra...
Tambem gosto de escrever embora me sinta um amador, mas quem diz o que sente e o que não sente a alma, merece com toda a humildade...consideração. abraço e felicidades
ngtio.blogspot.com

11:39 da tarde  
Blogger Lila Magritte said...

Uma flor que late como o sangue y da vida.

3:17 da manhã  
Anonymous Nádia said...

lindo e complecto simplesmente :)

3:30 da tarde  

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