sexta-feira, agosto 25, 2006

Blues


Arranha-me a pele felinamente,
Beijos na boca, seca e aguerrida,
Fluem rios de metal entre veias e artérias,
Arrepiando até à foz, no centro da cabeça:
Extravasam dos olhos, narinas e ouvidos...
O pulsar do blues agrário, santo e vibrante,
O Deep South da existência sob o sol.
Até que a pop irrompe como uma áspera seca
Das entranhas telemóveis saltitantes, pragas.
Então, regressa o sol imenso no algodoal,
Nesta penitenciária ardente onde vivemos...


Imagem de www.dsl.psu.edu.

3 Comments:

Blogger Lila Magritte said...

Magistral, amigo... puedo oír un spirituals alzándose al ritmo de las cadenas al atardecer.

Beijos.

5:35 da tarde  
Blogger Lila Magritte said...

Llegan hasta mí flotando perdidas motas de algodón...

5:36 da tarde  
Blogger Jorge Simões said...

"Magistral"... Confesso que me agrada a palavra... Que empresta algum sentido à coisa... Muito obrigado.

3:32 da manhã  

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