terça-feira, junho 13, 2006

Chove e troveja dentro e fora


Chove e troveja dentro e fora,
O que é belo, por ser sexo com a natureza,
(Não por ser exactamente bela a tristeza)...
Fundam-se as fileiras de candeeiros públicos!
Abram-se a meio árvores milenares!
Rebentem máquinas em usinas esquecidas!
Governe a noite imensa antes do dia!
Chove e troveja dentro e fora
E alguém atende o telemóvel, fala alto:
- Estou feliz! Estou tão feliz!
Ri como um trovãozinho entre ondas invisíveis...
Com que candura afirma a fugacidade!
Chove e troveja dentro e fora
E eu exclamo, exclamo, exclamo sem cessar
No meu gosto estético duvidoso, tão outsider,
Imitando os clarões temerários na natureza revoltosa!
Rompam-se todas as amarras dos navios sem rumo,
Enquanto diariamente se parte para lado nenhum!



Imagem de www.nourokphoto.com/ (fotografia de Jonathan Nourok).

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