quarta-feira, junho 08, 2011

Portugal acordou de cara lavada 4


Gostaria, igualmente, de deixar uma pequena mensagem aos partidos da esquerda chic e não-chic (apelidados pelo PS de Sócrates como de "extrema-esquerda" - o que, se bem me recordo, se costumava aplicar a grupos como a OCMLP, a FEC (ML), a UDP, o POUS, o MRPP que ainda por aí anda, o MES e tantos mais - tal como tudo o que venha à suposta direita do PS consiste em "perigosos aventureiros neoliberais e destruidores do Estado Social europeu")...
A Jerónimo de Sousa, quero deixar-lhe a minha simpatia pela honestidade e verdade bem patentes, pedindo-lhe, no entanto, que intervenha apenas em caso de real necessidade, não contribuindo por razões puramente ideológicas como força de bloqueio a um Portugal em que, a prazo, andemos todos menos na corda bamba.
A Francisco Louçã, o director ou gerente ou coordenador, nem me recordo exactamente, do BE, com quem, confesso, nunca simpatizei, tal como nunca entendi como tantos dos meus conhecidos simpatizaram, peço-lhe coisas talvez impossíveis, mas peço-as, ainda assim... Peço-lhe, antes de mais, que procure perder aquele intenso fogo lenínico do olhar que, entre outras coisas, lhe rendeu uma forte quebra nestas eleições. Peço-lhe que pondere, ocasionalmente pelo menos, como se deveria comportar e que políticas efectivamente teria que adoptar, se não se colocasse na posição do eterno descontente e, em vez disso, por algum milagre, se encontrasse face a face com o poder. O que diria Louçã ao poder e aos portugueses numa situação aquém ou além do palco? Finalmente, o meu pedido mais complicado: peço a Louçã que pare de mentir descaradamente. A minha principal razão para não gostar de Louçã é que, de cada vez que o vi pronunciar-se sobre algo de que eu realmente entendia, me pareceu que estava a falar de um universo alternativo, ou seja, como popularmente se diz, a "virar o bico ao prego". E querer taxar tudo e todos, ele que tem fama de ser um tão brilhante economista, é como voltar a 1975 e deixar de ter publicidade na TV, pelo simples facto de não haver empresas a laborar. Como querer taxar os jogos online, os quais se encontram sediados algures noutra parte do mundo... Qual seria a proposta de Louçã? Invadir as ilhas Caimão e exigir a nossa quota-parte de impostos?

Imagem de:http://g1.globo.com.

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