segunda-feira, junho 06, 2011

Portugal acordou de cara lavada 2


O melhor discurso da noite foi o de José Sócrates, sensível, comovido, emotivo, quase afogado no ensurdecedor mar de lágrimas e despeito quase religioso de inúmeros apóstolos. Para variar, com talvez alguma dose de realidade, o antigo primeiro-ministro afirmou despedir-se da actividade política para, por exemplo, se dedicar aos filhos - e quem se lembra de perguntar que género de relacionamento tem com os filhos que em cada momento menciona? Mas José Sócrates deveria ganhar um Óscar por mais esta excelente actuação! Primeiramente, porque vai de férias (como creio que de há tempos para cá planeava fazer) enquanto outros têm que fazer o trabalho sujo que ele mesmo preparou. De seguida, todos sabemos bem porquê... Seria interessante e extremamente moralizador em tempos de crise grave, ver José Sócrates e os seus imensos exércitos de prosélitos nomeados para incontáveis cargos de "confiança política", rejeitarem coisas como subsídios de reinserção/reintegração, grandes reformas antes do tempo, compensações monetárias por trabalhos mal realizados e que como tal foram agora sufragados, cargos importantes para quem se revelou incompetente e prepotente... Seria sério, correcto, moral e de acordo com tanta seriedade a que assistimos em mais um discurso, aquele que parecia nunca mais chegar. Mas quem sofre ainda tanto de ingenuidade que acredite sequer na possibilidade de um tal desfecho? Melhor, de um verdadeiro e muito mais saudável recomeço em Portugal? (a continuar)

Imagem de:http://g1.globo.com.

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