quinta-feira, maio 26, 2011

Xamãs dos infernos (a Nietzsche, Katzantzakis e todos os excomungados)


O sol brilha em raios cubistas, multifacetados
Em universos paralelos e tão afastados
Que não pensam sequer nada de concreto
Como a tela dura e o ar tão circunspecto
Dos que avançam sorrateiros num mundo sombrio
Onde vemos luz no espaço vazio
Porque assim nos dizem, que é belo e perfeito
“Cerrem o olhar, sintam-no no peito”
(como se do peito brotassem pensamentos
e mentem descaradamente a todos os ventos)
Os padres, xamãs e politiqueiros
Tudo a mesma corja de vis caloteiros
Que espalham o medo para ganhar poder
E propagandeiam um estranho viver
Onde há que expiar o inentendível
Pela recompensa que nunca é possível
Porque todos eles, loucos, mentirosos
Homens-medicina sempre sequiosos
Prometem o abstracto que os faz poderosos

Imagem de:http://www.consumerwarningnetwork.com.

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