quinta-feira, março 03, 2011

Sol brechtiano





O sol que aquece os relvados
Não aquece o mundo todo
Onde chove e brota lodo
Em desertos descampados
Onde crescem deserdados
Onde crescem revoltados
Os que à força são calados
Os que definham cansados
E os apaniguados
O sol não aquece os relvados
Como o faz ao meu olhar
Nem brota da escrita o rimar
Nem vibra o céu nos telhados
Onde os ritmos são esmagados
Em noticiários vagos
Em palcos distanciados
Que vejo mas nunca vi
E se verei nem eu sei
O sol só existe em si
Como tudo no universo
Na teoria das cordas
No irreal dolorido
Ou louco de alegria
E em rima como em magia
O sol brilha todo aqui


Imagem de: http://screensaver.qweas.com.

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