quinta-feira, novembro 11, 2010

Os sinos da minha aldeia





Os sinos da minha aldeia
Que nem mesmo aldeia é
Badalam uma melopeia
À Nossa Senhora da Fé

Badalam-na a cada hora
Com exactidão aparente
Nos dias frios de agora
Como nos de antigamente

Fazem-no com devoção
Num simples ritmo binário
Onomatopaicamente dlão
No meu cérebro imaginário

Nas manhãs de sol a pino
Enchem os ares com a canção
À Senhora e ao Menino
Em extensa repetição

Nas manhãs enevoadas
Soam largos, repartidos
Cruzando as vidas cansadas
E embatendo nos ouvidos

E os aldeões que o não são
Bocejam como o universo
Que é o deus de cada estação
E a Palavra em cada verso


Imagem de: www.whitbourne.org.uk.

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