domingo, maio 17, 2009

O silêncio de Deus





Deus escondido nas nuvens furtivas
Num jogo complexo de formas mutantes
Desce invisível nos ventos sibilantes
À terra das almas mortas e vivas

Almas peregrinas em ermos calados
E Deus tudo olhando em silêncios fundos
Como o silêncio inerte dos mundos
De areias imóveis e gases pesados

Deus sob as pedras como um escorpião
Dentro das casas, nas covas dos bichos
Em tesouros ricos, em casas dos lixos
E as almas perdidas suplicando em vão

Tudo é assassínio, tudo é lentidão
A galáxia infinda, o átomo denso
E Deus sempre um signo, um enigma imenso
Envolto em negrume e iluminação


Imagem de: www.divadlo.cz.

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