quarta-feira, maio 03, 2006

Capitalism stole my virginity


Fábricas ao longe, na distância, na têvê
Máquinas rugidoras, dia e noite, o ram-ram
Autómatos zoadores, noite e dia, o ram-ram
E o sol brilha no escuro, tão discreto e arrogante
Fábricas ao longe, um mendigo numa esquina
E o homem de sucesso, o que sabe o que é que é
Fábricas ao longe, na distância, na têvê
Ruidosas, malcheirosas, geradoras, produtivas
E o homem de sucesso nunca esteve numa usina
Só viaja de avião, decide em tele-conferência
Critica a nossa preguiça para as notas da imprensa
Os que ficam para trás, a quem só resta o passado
E os que nos auto-destroem por só verem um passado
E os mendigos e os outros, assacados de vergonha
E os cegos e iludidos, todos deslocalizados
Não há mais revoluções, clama o homem com orgulho
Sente-se dono da história como de um mastim de guarda
Fábricas ao longe, na distância, na têvê
E ninguém é inocente, nem o carrasco que aguarda


Título original dos The (International) Noise Conspiracy.
Imagem de
www.pbase.com (foto de Gayle).

3 Comments:

Anonymous Luís said...

;-)

10:34 da manhã  
Blogger Anarquista Duval said...

"céu inflamado"

1:53 da tarde  
Blogger Lila Díaz said...

Una sociedad tóxica nos ahoga.

1:51 da manhã  

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