segunda-feira, abril 26, 2010

A anacrónica





Uns poucos metros quadrados
De terra e flores amarelas
Dissimulam um dos lados
De uma rua citadina
Como que cumprindo a sina
Visível de várias janelas
Da passagem da estação
À sombra de um avião
Que redesenha Hiroxima

A um canto da vedação
Anacrónica e feliz
Uma velha fita o chão
Coberta de trapos escuros
A muitas milhas dos muros
Quem sabe o que ela não diz?
É uma sombra iluminada
De uma existência passada
Que cede aquele espaço ao futuro


Imagem de: www.sscnet.ucla.edu.

2 Comments:

Blogger INFETO said...

Um futuro, exatamente tempestuoso por um passado amargo. belas linhas. abraços

http://poesiafotocritica.blogspot.com

4:26 da tarde  
Blogger Jorge Simões said...

Obrigado pelo comentário. Abraço.

10:42 da manhã  

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