sexta-feira, março 20, 2009

A mãe (romântica-realista)





Enquanto o homem parte para a guerra
E os rostos se cobrem de sangue e metal
Ela é paciente, ela é maternal
Ela é o elo que ainda o liga à terra

Enquanto ele joga, fuma, bebe e exclama
Em longas mesas quentes, transpiradas
Ela faz manhãs dessas madrugadas
Meio adormecida num bordo da cama

Quando se altera nele o olhar
E dele se apodera uma fome urgente
Ela é o pão, o vinho e a semente
E a vida nova feita partilhar

Quando ele adormece como uma criança
Cansado das mágoas e das ilusões
Ela é o regaço das contradições
E o colo humano que lhe acolhe a esperança

Mãe universal que faz funcionar
O mundo de caos onde ele se alucina
Sorriso brilhante, lágrima fina
Pedaço de Deus no realizar


Imagem de: www.bodycast-studio.co.uk.

2 Comments:

Anonymous Luísa said...

Gostei muito da mãe universal, pedaço de Deus a realizar.
Parabéns pelo trabalho que tens vindo a desenvolver que considero ser de grande qualidade.
Beijinho
Luísa

12:00 da tarde  
Blogger Jorge Simões said...

Ora, enfim um comentário! Gostei muito de te ler por cá... Beijinho.

10:39 da manhã  

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