quarta-feira, setembro 12, 2007

Luas




Vêde como as luas cheias se esvaem permanentemente em luas novas,
Como o círculo vital se liquefaz e vive, no entanto, lá,
E o lá é um som abstracto como as notas que vos abandono
Antes de eu mesmo me esvair: o sol, a lua, o universo...
O Verão transformado em Outono, Inverno, Primavera e noutros Verões,
Como tudo se assemelha no presente, que é tudo o que nos resta
No círculo total volatilizado e ilusório do individual
Pleno de paixões que, como as luas, têm apenas memória virtual
E nuvens, sempre novas e invisíveis ao mais fundo olhar...


Imagem de www.utahskies.org.

3 Comments:

Blogger Palhastro said...

Muito bom!

O autor do poema é o mesmo Jorge Simões que o postou?

4:26 da manhã  
Blogger Jorge Simões said...

Obrigado pela visita e pelo cumprimento. Sim, sou eu. Todos os poemas que encontras neste blog são meus, inclusive os iniciais em nome do meu falecido heterónimo Joaquim Camarinha (que ficaram assinados Jorge Simões quando alterei o nome do autor do blog - mas consegue-se ver até onde vai o Camarinha). Talvez algum dia, após a minha morte, que espero que ainda esteja distante, alguém se lembre de os publicar em papel. Entretanto, por cá estão...

12:35 da tarde  
Blogger Laís Mendes said...

O círculo da vida é mesmo encantador... Como disse Cazuza, "A vida não pára"!
E em engraçado observar como somos uma pessoa a cada fase... a cada estação... a cada lua...
Lua cheia... essa é a melhor dentre todas!

Um grande abraço!

1:19 da tarde  

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