quinta-feira, maio 08, 2008

Gato morto





Gato morto na berma da estrada
Onde se juntam restos de pó
Com a boca de vermelho pintada
E a língua retorcida num nó

Gato morto na vala da rua
Com o corpo dobrado num novelo
De olhar opaco sob a alta lua
Toda amarela contra o teu pêlo

Gato morto que encontraste a paz
De um mundo vago, crepuscular
No paraíso não caçarás
Nem mais terás sequer que miar


Imagem de: http://members.iglou.com.

2 Comments:

Blogger Renato de Morais said...

Gostei do gato, pena que morreu.
Poema bonito.

7:32 da manhã  
Blogger Jorge Simões said...

Ainda bem que gostaste. O facto é que o gato estava mesmo morto e atirado para a berma da minha rua. Obrigado também a quantos aqui vão deixando uma ou outra mensagem, ainda que, claro, não haja grandes coisas a comentar acerca de poemas, a não ser que aqui fizessemos uma aula de análises poética... Mas deixemos isso para os liceus e as faculdades. E obrigado porque, embora saiba quem me visita, de que forma e o que lê através do site meter, sempre é melhor ler uma palavra de alguém.

12:08 da tarde  

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