quarta-feira, abril 30, 2008

Aguaceiros





Derramam-se aguaceiros como figuras dispersas
Na relva verde molhada que vibra das existências
Ao ritmo nervoso das gotas com o sol intercalado.
As memórias paralelas que alguém me conta ao acaso,
A loucura tão intensa dos comportamentos normais,
As fotos esborratadas dos que passam pelas ruas,
Cometas da impermanência, órbitas de tantas luas,
As notícias instantâneas de tragédias passageiras,
As gargalhadas furiosas que imitam essas tragédias,
O cheiro da liberdade e o fedor da opressão,
O peso das injustiças mascavadas de paixão...
Derramam-se na saudade do futuro e do passado
Chuvas de Espírito Santo no pensamento quebrado.


Imagem de: http://suziq.mm.com/photo/.

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